Discectomia Lombar - Indicações, Riscos e Taxas de Sucesso

Discectomia Lombar – Indicações, Riscos e Taxas de Sucesso

A discectomia lombar é a remoção cirúrgica de parte ou todo disco intervertebral na região lombar. É uma opção de tratamento para hérnia de disco, para ajudar a aliviar a compressão dos nervos e reduzir sintomas como dor e dormência na região lombar e/ou nas pernas.

Neste artigo, saiba mais sobre a discectomia lombar, incluindo detalhes de cirurgia aberta versus minimamente invasiva, o que esperar com a recuperação e muito mais.

Quando uma Discectomia Lombar Precisa Ser Realizada?

Seu médico pode recomendar uma discectomia se outros tratamentos não aliviarem seus sintomas e você for candidato à cirurgia.

Você pode ser um candidato à cirurgia se tiver:

  • Uma hérnia de disco comprimindo uma raiz nervosa;
  • Dor, fraqueza ou dormência que continua apesar do tratamento conservador;
  • Problemas para andar e realizar outras tarefas diárias;
  • Incapacidade de controlar seus intestinos ou bexiga, o que é um sinal de que vários nervos estão comprimidos.
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Pergunte ao seu médico sobre todas as suas opções de tratamento antes de decidir sobre uma discectomia.

Discectomia Lombar Aberta X Endoscópica

Para realizar este procedimento, seu cirurgião usará uma das seguintes abordagens:

  • Discectomia aberta: envolve uma incisão na pele de 3 a 4 centímetros (cm) sobre a parte afetada da coluna. O cirurgião usa um microscópio para dissecar a área, removendo o músculo e outros tecidos para acessar o disco. O cirurgião remove a parte saliente do disco e não a substitui por nenhum material. A discectomia aberta pode fazer parte de uma cirurgia maior na qual o médico precisa realizar procedimentos adicionais, como a laminectomia.
  • Discectomia por cirurgia minimamente invasiva: envolve uma incisão de 1,5 a 2 cm. O cirurgião coloca um tubo na incisão e usa um retrator para expandir o tubo em vez de cortar o músculo e outros tecidos.
    A cirurgia endoscópica é o método mais moderno e atual para retirada de hérnias de disco. Aprovada pela Agência Nacional de Saúde (ANS) desde abril do ano passado, consiste em uma cirurgia realizada como uma laparoscopia, numa incisão de menos de 1 cm. Instrumentos cirúrgicos especializados são inseridos através do tubo e, com o auxílio de um endoscópio (uma espécie de câmera), é retirada a parte danificada do disco.

Na discectomia lombar aberta, o cirurgião tem uma maior capacidade de ver e explorar o local cirúrgico.

Por outro lado, a abordagem via endoscópica envolve uma recuperação mais rápida, menos dor e menor risco de complicações, como trombose ou infecção.

Seu cirurgião conversará com você sobre qual procedimento pode ser melhor para o seu caso.

Riscos e Potenciais Complicações

Como em todas as cirurgias, a discectomia lombar envolve riscos e possíveis complicações.

Os riscos gerais da cirurgia incluem:

  • Reação à anestesia;
  • Sangramento ou hemorragia;
  • Formação de coágulos sanguíneos;
  • Infecção.

As complicações específicas para uma discectomia podem incluir:

  • Danos aos nervos que saem da medula espinhal;
  • Fragmentos de disco restantes;
  • Lesão em tecidos ou órgãos que devem ser deslocados para acessar o disco;
  • Dor que não melhora ou que retorna.

Converse com seu médico sobre as possíveis complicações da discectomia antes da cirurgia. A equipe cirúrgica pode tratar a maioria desses problemas.

Taxas de Sucesso

A taxa de sucesso da discectomia lombar varia. Uma meta-análise de 2021 descobriu que a taxa de “resultado satisfatório” foi de aproximadamente 80% para hérnias de disco lombar.

Um estudo de 2019 apontou que a taxa de sucesso de uma abordagem minimamente invasiva versus cirurgia aberta é comparável. A taxa de recorrência de hérnia varia de 1 a 25%, de acordo com uma revisão de literatura realizada no início de 2022.

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