Doença do Segmento Adjacente - DSA

Doença do Segmento Adjacente – DSA

A doença do segmento adjacente (DSA) é uma condição que pode acontecer após a cirurgia de fusão espinhal, em que o nível acima ou abaixo das vértebras fundidas se degeneram porque estão compensando a falta de movimento no nível que foi fundido.

Continue a leitura para conhecer a doença do segmento adjacente, os fatores que aumentam o risco de acontecer, como prevenir e tratar.

Porque a Doença do Segmento Adjacente Acontece

A coluna vertebral humana é construída para o movimento. Quando um ou mais níveis são fundidos, isso perturba o movimento normal da coluna.

As cirurgias de fusão espinhal usam enxertos ósseos e/ou instrumentação cirúrgica para “travar” permanentemente duas ou mais vértebras com o objetivo de tornar imóvel uma seção da coluna que está produzindo sintomas de dor.

Após uma cirurgia de fusão, você provavelmente perderá a capacidade de mover a coluna no local onde o procedimento foi feito. Esse “travamento” do segmento da coluna pode forçar as partes adjacentes da coluna, para compensar e tentar manter a coluna flexível.

Infelizmente, isso estressa e sobrecarrega as vértebras superiores e inferiores, podendo haver rompimento dos discos intervertebrais, compressão de nervos e dor após a fusão.

Sintomas

A DSA pode causar sintomas como aqueles que o levaram à cirurgia da coluna. Então, se sua cirurgia foi na coluna lombar, você pode sentir:

  • Dor lombar;
  • Dor que irradia da região lombar para uma ou ambas as pernas e/ou pés;
  • Sintomas neurológicos (formigamento, dormência ou fraqueza) nas extremidades inferiores;
  • Dor ao caminhar e/ou dificuldade para ficar em pé.

Se sua cirurgia foi na coluna cervical (pescoço), você pode sentir:

  • Dor no pescoço;
  • Dor que irradia do pescoço para os ombros, braços e/ou mãos;
  • Sintomas neurológicos (formigamento, dormência ou fraqueza) no pescoço e nas extremidades superiores.

Os sintomas dependem das alterações degenerativas e onde elas ocorrem na coluna (por exemplo, cervical versus lombar).

Em alguns casos, uma pessoa pode ter doença de segmento adjacente e não apresentar sintomas – isso é chamado de doença de segmento adjacente assintomática. Nestes casos, ela é detectada na ressonância magnética, que mostra mais claramente as alterações degenerativas.

Fatores de Risco

Nem todas as pessoas que se submeteram a uma fusão espinhal desenvolvem DSA. Existem alguns fatores que aumentam o risco desta complicação acontecer.

Conhecer os fatores de risco é importante, pois pode lhe ajudar a entender como esses fatores se aplicam a você e otimizar as conversas pré-cirurgia com seu médico. Já foram conectados os seguintes fatores de risco à doença do segmento adjacente:

  • Pessoas com idade mais avançada;
  • Uso do tabaco;
  • Ter um distúrbio degenerativo da coluna vertebral antes de realizar fusão espinhal (por exemplo, hérnia de disco);
  • Fusão espinhal em mais de uma vértebra;
  • Ser mulher;
  • Passar por uma fusão aberta ou tradicional (pesquisas mostram que a cirurgia minimamente invasiva da coluna tem um risco menor).

Tratamento e Prevenção

Seu médico trabalhará com você para decidir o melhor curso de ação para gerenciar sua doença do segmento adjacente. Formas mais leves que não estão causando instabilidade na coluna, dor ou problemas nos nervos podem ser tratadas sem cirurgia.

A fisioterapia pode ajudar a melhorar a mecânica corporal, e medicamentos e injeções na coluna podem ajudar a aliviar a inflamação e a dor.

Casos graves, que comprometem a estabilidade da coluna e/ou a saúde dos nervos, podem exigir uma segunda cirurgia.

Em um esforço para reduzir o risco de DSA, foi desenvolvida a substituição de disco artificial, que é aprovada para uso na coluna cervical e lombar e permite o movimento no segmento lesionado ou doente. Essa mobilidade pode ajudar a prevenir a DSA, mas são necessários mais dados de longo prazo para entender se é a solução mais viável.

A decisão de se submeter a uma cirurgia na coluna – e o tipo de cirurgia usada – é uma decisão pessoal entre você e seu médico. Alguns pacientes podem se beneficiar de uma segunda fusão espinhal para tratar a doença do segmento adjacente, enquanto outros podem ser candidatos à substituição de disco artificial ou a um procedimento diferente.

Como em qualquer cirurgia de coluna, a revisão ou a segunda cirurgia apresentam riscos que você deve entender antes de se submeter ao procedimento. Pesar esses riscos em relação aos benefícios ajudará você a avançar com confiança em seu plano de cuidados.

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