Doenças Metabólicas que Afetam a Coluna

Doenças Metabólicas que Afetam a Coluna

Doenças Metabólicas da Coluna. Os distúrbios degenerativos e mecânicos da região lombar são responsáveis ​​pela grande maioria dos pacientes que apresentam dor lombar.

Em uma menor proporção de pacientes, a doença não degenerativa é a causa da dor lombar; isto inclui causas metabólicas, inflamatórias, infecciosas, neoplásicas, hematológicas e vasculares, bem como síndromes de dor referida visceral.

Neste artigo, vamos explicar uma das causas não degenerativas da lombalgia: as doenças metabólicas da coluna, condições relacionadas à composição e estrutura óssea da coluna vertebral.

Doenças Metabólicas da Coluna

As doenças ósseas metabólicas incluem:

  • Osteomalácia;
  • Doença de Paget;
  • Osteoporose.

Muitos pacientes com uma destas condições apresentam risco aumentado de fratura vertebral. Essas fraturas são uma das principais causas de dores debilitantes nas costas que resultam em uma redução da qualidade de vida, função física e sobrevivência.

A ocorrência de uma única fratura vertebral aumenta a probabilidade de futuras fraturas e deformidade.

Osteomalacia

Osteomalacia é a falha da matriz óssea em se mineralizar normalmente. As causas mais frequentes de osteomalácia são:

  • Falta de cálcio e fosfato extracelular;
  • Função anormal dos osteoblastos (células que dão origem às células ósseas);
  • Produção defeituosa de colágeno;
  • Baixo pH nos locais de mineralização.

A osteomalácia costuma ser assintomática, mas à medida que a condição avança, podem ocorrer dores nos ossos e fraqueza muscular. Também pode ocorrer deformidades cifóticas. Um paciente com osteomalácia severa pode passar a caminhar de forma “gingada”, devido à fraqueza muscular e dor lombar.

Conforme a doença progride, as fraturas por compressão das vértebras podem ocorrer com pouco ou nenhum trauma.

O tratamento da osteomalácia é direcionado à correção da causa, com suplementos ou modificações dietéticas. A osteomalácia induzida por tumor responde à remoção cirúrgica do tumor.

Osteoporose

A osteoporose é definida como um distúrbio esquelético caracterizado pela perda de massa óssea que causa fragilidade, predispondo o indivíduo a um risco aumentado de fratura. A condição é mais frequentemente observada em mulheres na pós-menopausa e homens idosos.

Os principais fatores que favorecem o desenvolvimento de osteoporose são a deficiência de hormônio sexual e a redução da ingestão de cálcio. Outros fatores de risco incluem abuso de álcool, tabagismo, imobilização e falta de exercícios.

As fraturas por compressão vertebral são uma das manifestações mais comuns da osteoporose. Dor nas costas localizada costuma ser a queixa inicial.

O ideal, em relação à osteoporose, é a prevenção, maximizando a densidade mineral óssea. Quando o tratamento é necessário, inclui suplementação com cálcio, vitamina D e terapia com bifosfonatos.

Para fraturas sintomáticas, o tratamento conservador inclui controle da dor e fisioterapia. O tratamento cirúrgico aberto de fraturas vertebrais osteoporóticas raramente é empregado, exceto em casos de deterioração neurológica ou instabilidade significativa.

A densidade óssea comprometida torna a estabilização e a fusão da coluna osteoporótica uma tarefa difícil. As técnicas de aumento do corpo vertebral, como a cifoplastia e a vertebroplastia, são seguras e eficazes na redução da dor.

Doença de Paget

A doença de Paget (osteíte deformante) é uma doença do metabolismo ósseo caracterizada pela reabsorção e formação óssea descontrolada, levando ao desenvolvimento de osso espesso, mas flexível.

A condição geralmente desenvolve-se na coluna lombossacra.

Entre os sintomas, estão dor nas costas, resultante de fraturas por compressão ou comprometimento foraminal. Dor óssea focal severa também pode ocorrer com degeneração.

A maioria dos pacientes é assintomática. Os níveis de cálcio, fosfato, magnésio e hormônio da paratireoide estão normais nos exames de sangue.

O tratamento inclui terapia com calcitonina e bifosfonato. A cirurgia somente é indicada quando há estenose espinhal grave.

Intervenções Cirúrgicas para as Doenças Metabólicas da Coluna

A intervenção cirúrgica aberta geralmente é reservada para pacientes com déficits neurológicos ou instabilidade da coluna vertebral.

No entanto, procedimentos minimamente invasivos, como vertebroplastia e cifoplastia, tornaram-se essenciais para o tratamento de fraturas vertebrais agudas.

Converse com seu cirurgião de coluna sobre as terapias que podem ser úteis em seu caso.

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